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Ferrari mudou de tom sobre a questão dos testes de pista na Fórmula 1.

Historicamente, desde que o esporte reduziu drasticamente a quantidade permitida de testes privados e oficiais por razões de custo, a Ferrari argumentou estritamente contra a nova era.

Mas Maranello agora é dirigido por um novo presidente, Sergio Marchionne, da Fiat-Chrysler, ao lado do ex-executivo da Marlboro e do novo chefe de equipe Maurizio Arrivabene.

Na segunda-feira, quando se sentaram com os repórteres, ficou claro que a posição da Ferrari sobre os testes mudou drasticamente.

"Nós conversamos sobre isso", disse Marchionne, "mas os testes na pista não serão reintroduzidos".

A nova postura da Ferrari pode estar relacionada a vastos investimentos que a equipe fez desde o início da era dos 'não testes', por exemplo, no campo dos simuladores de ponta.

E uma nova instalação em Maranello será inaugurada em meados de janeiro, revelou o Sport Bild da Alemanha.

Mas Marchionne explicou: "Os custos associados a isso (permitindo mais testes gratuitos) seriam prejudiciais para os orçamentos já esticados de mais de uma equipe.

"Ter esse tipo de atividade apenas aumentaria o escopo do que já é uma situação muito séria para várias equipes", acrescentou, "em uma situação global menos que encorajadora".

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